8 argumentos para a diretoria se envolver na gestão da qualidade

Por Evelize Crissi
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Engajar a alta direção na gestão da qualidade pode ser desafiador. E é por isso que apresentar razões que impactam no negócio podem fazer a diferença durante esse processo.

Para se obter sucesso na busca por uma certificação de qualidade, é preciso promover uma verdadeira revolução dentro da empresa, contando, para isso, com o envolvimento de todos os setores.

No entanto, convencer a diretoria nem sempre é uma tarefa fácil. E se os gestores já contavam com essa dificuldade antes da pandemia, agora com um cenário complexo que estamos enfrentando, o desafio pode ser ainda maior. Afinal, como argumentar com a alta direção e convencê-los que a gestão de qualidade pode sim ser decisiva em momentos como o atual?

É necessário quebrar uma série de mitos e mostrar quais são os verdadeiros benefícios da implementação de um sistema de qualidade no negócio, afetando diretamente tanto o dia a dia dos colaboradores como os objetivos da empresa a longo prazo.

Para a diretoria a se envolver realmente nesse processo, separamos 8 ótimos argumentos! Confira.

1. Padronização de processos representa menos custos

Paira, no meio corporativo, uma ideia um tanto quanto equivocada de que é simplesmente impossível cortar custos e, simultaneamente, aumentar a qualidade do produto ou serviço.

Esse pensamento é comprovadamente um grande equívoco, porque quando uma empresa segue as diretrizes de um selo de qualidade, passa a organizar melhor seus processos, reduzindo custos e ainda melhorando a qualidade dos produtos e serviços que comercializa.

Afinal de contas, processos organizados e padronizados ajudam a reduzir o retrabalho na cadeia de produção, o que consequentemente diminui as horas alocadas em certos processos, passando a investi-las em outras tarefas.

Assim, é possível investir tempo dos recursos humanos em melhorias na qualidade, sem necessariamente precisar contratar novos funcionários.

Da mesma maneira, com processos que seguem normas rigorosas, o número de erros cai consideravelmente o que, além de melhorar a qualidade do produto ou serviço entregue ao cliente, reduz também seus custos de produção.

Sabia que no Programa Qualidade e Gestão contamos com um módulo que ensina exatamente como funciona a padronização dentro da organização? Confira mais informações aqui.

2. Organização de processos gera inovação

Um outro mito sobre a gestão da qualidade diz que, após a implementação das normas de uma certificação, os processos passam a ficar muito burocráticos e engessados.

No entanto, essa também é uma visão totalmente errada, uma vez que não leva em conta o quanto a organização e a padronização dos processos impacta na satisfação e na motivação para a iniciativa dos profissionais.

Processos confusos realmente são difíceis para os colaboradores acabando por, geralmente, matar sua proatividade. Por outro lado, quando se segue um padrão de qualidade, os colaboradores têm a segurança da realização de um bom trabalho, com menos riscos de erros.

Além disso, as normas, por mais que estabeleçam padronizações, sempre abrem espaço para a iniciativa dos funcionários da empresa, o que é essencial para a inovação.

3. Melhorias contínuas garantem competitividade

Para sobreviver em um mercado altamente competitivo é fundamental que a empresa estabeleça metas de melhoria constante e sempre entregar para o cliente as melhores soluções possíveis, atendendo e superando suas expectativas.

É preciso se lembrar que a grande concorrência gera como efeito colateral um público mais exigente, que sabe que poderá recorrer a outras empresas quando a sua não entregar o que ele deseja.

Por isso, estabelecer metas para sempre aumentar a qualidade e se adaptar às demandas do cliente é pré-requisito para a sobrevivência a longo prazo de todo e qualquer negócio. E é aí que entra a gestão da qualidade!

4. Selos de qualidade aumentam a credibilidade da empresa

Quando uma empresa implementa um sistema de gestão da qualidade, recebendo um selo, beneficia-se em relação aos clientes de duas formas.

Sabemos que um dos grandes focos da qualidade é a satisfação do cliente. E quando este fica satisfeito com o seu produto ou serviço, consequentemente tende a comprar mais da sua empresa e indicá-la a conhecidos, amigos e parceiros.

Em segundo lugar, um selo de qualidade aumenta, por si só, a credibilidade da empresa, influenciando mesmo aqueles clientes que ainda não fizeram negócios com ela.

Um selo como o ISO 9001, por exemplo, é a garantia de que a companhia segue princípios e regras rigorosos visando exatamente alavancar a qualidade de seus produtos.

E mesmo um cenário de pandemia não tem sido empecilho para as empresas investirem esforços e garantir seu selo de qualidade. Com adaptações de diversas atividades, a auditoria externa remota já tem sido uma realidade, e inclusive foi tema do nosso webinar realizado no mês de abril.

A implementação de um sistema de gestão da qualidade torna o trabalho da empresa mais integrado e organizado, mas, para que funcione, é necessário criar uma cultura voltada para a qualidade em todas as esferas.

5. Qualidade no relacionamento com o cliente gera satisfação

Como já citamos anteriormente, quando uma empresa não entrega um produto de qualidade ao cliente ele sabe que pode recorrer a outras para obter o que deseja. Mas como uma gestão de qualidade pode evitar esse problema?

Quem busca um produto/serviço quer encontrar não apenas algo que satisfaça suas necessidades e expectativas iniciais, sem gastar muito. Ele quer também quer ser bem atendido e se sentir próximo da empresa.

E as que oferecem esse diferencial saem na frente. Para isso, é preciso ter um canal de comunicação capaz de ouvir e enxergar aquilo que se destaca na sua relação com o cliente.

Se uma organização define seus valores por uma vontade de servir com qualidade total — com um atendimento de excelência, com valores sociais e na resolução de possíveis problemas — a retenção de clientes e a lucratividade serão consequência.

6. Processos mais eficazes ajudam a elevar a motivação da equipe.

Para ter um funcionamento considerado eficaz, uma organização deve manter a qualidade em três áreas: infraestrutura (espaço físico, equipamentos e materiais), procedimentos (operações realizadas) e capital humano.

Por isso, a preocupação com uma gestão de qualidade também deve estar ligada ao engajamento e à satisfação dos colaboradores, afinal, empresas são feitas de pessoas.

Com um sistema de qualidade aplicado, a comunicação interna melhora significativamente, a distância entre cargos superiores (diretoria) e a equipe diminui, há um investimento maior na qualificação dos colaboradores, a segurança na produção aumenta e os processos passam a ser mais eficientes.

A busca por essa qualificação é capaz também de auxiliar na estruturação de um planejamento estratégico que melhore todas as funções organizacionais com o intuito de facilitar o trabalho e aumentar a produtividade dos profissionais. E isso ajuda a mantê-los mais confiantes e motivados a dar o melhor de si.

7. Práticas padronizadas evitam o retrabalho

Para obter uma certificação de qualidade é preciso que a liderança invista também na padronização de práticas de todos os agentes que formam a organização — de fornecedores até o setor de atendimento ao cliente.

Esse processo de reestruturação gera, principalmente, uma mudança de atitude. Ou seja, em vez de atuar no gerenciamento de crises, colaboradores e líderes passam a atuar de forma preventiva, sempre em busca pela excelência.

Essa mentalidade ajuda a evitar erros, diminuir o desperdício e, consequentemente, os gastos para reparos e possíveis problemas com a imagem da empresa.

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8. Gestão de qualidade melhora práticas de gerenciamento

Sistemas, produtos e processos de uma empresa precisam ser melhorados não apenas com modernização, mudanças de layout ou matérias-primas. Isso envolve, também, a implementação de melhores práticas — no treinamento de equipes, no uso de softwares, na liderança de projetos e na busca por técnicas de controle de qualidade.

Fazer esforços para incrementar e desenvolver essas atividades — e convencer a diretoria a se envolver no processo — também é um forma de otimizar as práticas da própria gestão. Isso, porque implementar essa mudança envolve um trabalho de qualificação e capacitação.

Conclusão

A alta direção tem papel fundamental nas ações de gestão da qualidade dentro da empresa. Líderes comprometidos propagam o engajamentos dos colaboradores em todos os níveis da organização. E o resultado é o atendimento não só dos objetivos de qualidade, mas a satisfação do cliente e melhoria dos negócios.

E então, pronto para gastar todo seu poder de persuasão para convencer a diretoria sobre a importância da certificação de qualidade para a empresa? Já passou por algo parecido? Compartilhe sua experiência com a gente!

 

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