Após o COVID-19, o sistema de Gestão da Qualidade necessita de mudanças?

Por Thatiana Sousa Sestrem
Jornalista

Veja o que é necessário ser reavaliado pelas empresas em termos de gestão da qualidade a fim de que tenham resultados mais consistentes em um novo cenário econômico.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), 92% das empresas consultadas no Brasil no mês de março, são afetadas negativamente pela epidemia do coronavírus. Em nível global, relatório divulgado pelo Departamento das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais (DESA, na sigla em inglês), prevê o encolhimento de quase 1% da economia.

O momento acarretou sustos, improvisos e ações rápidas em curto prazo por parte das empresas. Então também é a hora de pensar estrategicamente em como lidar com possíveis cenários de mudança futuros. E um dos grandes questionamentos que pode ocorrer entre os gestores é:

O sistema de Gestão da Qualidade também necessidade de mudanças, após o COVID-19?

Podemos afirmar que sim. Não necessariamente precisam ser mudanças drásticas. Mas elencamos cinco itens que devem ser considerados para reavaliação de ações por parte dos gestores em suas organizações, que você confere abaixo.

Releitura da estratégia organizacional

O comportamento das pessoas e o modo de consumo com certeza não será mais o mesmo. E ninguém tem receita pronta para reagir neste contexto. Mesmo que a recuperação aconteça em futuro próximo (ou não), até lá a estratégia da empresa precisa ser revista imediatamente.

O gestor precisa se questionar se conseguirá alcançar determinados objetivos, e caso não consiga, que passos serão precisos para alcançá-los. Também é ideal avaliar possíveis mudanças no modelo de negócio, o que pode incluir uma nova abordagem de vendas, por exemplo, ou reinventar sua proposta de valor para os clientes.

Isso também ocorre em conjunto com a reavaliação dos indicadores de desempenho. É preciso quantificar as não- conformidades em alguns processos e produtos, a fim de que o gestor tenha mais embasamento para tomar decisões assertivas.

Avaliação de custos

Se o mercado externo muda e é preciso repensar a estratégia, é natural que também preciso repensar todos os custos e a forma de melhor gerir os mesmos.

É preciso identificar os principais focos de desperdício com produto e mão de obra, controle de qualidade para medir a eficácia do produto e quais os novos custos que poderão inclusos. Assim, é possível evitar surpresas no caminho que possam reduzir a lucratividade.

 


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Análise crítica

Se uma das premissas da gestão da qualidade é a melhoria contínua, é impossível não dar atenção para a análise crítica.

A alta direção deve reavaliar tópicos como: resultados de auditorias internas, situações de ações corretivas e preventivas, situação dos recursos disponíveis. Também é importante incluir toda a adequação da estrutura organizacional ou mudanças que possam afetar o sistema.

É preciso repensar no TODO e compreender que um planejamento ou uma readequação não pode ser feita de qualquer forma. Um erro de análise nesse momento pode levar a alta gestão a tomar decisões equivocadas e comprometer todo o resultado previsto para os próximos meses.

Atuação nas ações corretivas

Também é o momento da empresa voltar o seu olhar em trabalhar as ações corretivas para alcançar os objetivos. Isso inclui eliminar as causas das não conformidades.

Com base na ISO 9001, os Sistemas de Gestão de Qualidade podem documentar ações e avaliar itens como: determinação das causas, avaliação da necessidade de ações, registro dos resultados, entre outros.

É importante a gestão conhecer os dados disponíveis, o funcionamento de todo o processo e habilitar a equipe para execução de tarefas. E com isso podemos ver a importância da alta direção estar engajada nos processo de qualidade.

 

Maior engajamento da alta direção

Um Sistema de Gestão da Qualidade eficaz promove a melhoria contínua dos processos e da satisfação do cliente. E em um contexto que o mercado estará cada vez mais competitivo, torna-se imprescindível a participação da alta direção em todos os processos de gestão de qualidade.

Ou seja, a gestão precisa ir além de participar de análises críticas ou apenas garantir a assinatura de documentos. É importante entender se o Sistema de Gestão da Qualidade da sua empresa realmente está ocorrendo de maneira consistente.

Em uma reclamação do cliente por um serviço mal prestado, é importante a alta direção conhecer se há análise de causa, implementação de ações ou acompanhar os resultados por meio dos indicadores.

Este engajamento, atrelado ao uso de ferramentas de gestão facilitam o acompanhamento da eficácia do SGQ dentro da empresa.

O item 5.1: Liderança e Comprometimento, da ISO 9001:2015 elucida bem essa questão. A norma ressalta que “a alta administração deve demonstrar liderança e comprometimento com relação ao sistema de gestão da qualidade, assumindo responsabilidade pela eficácia e assegurando que a política da qualidade e objetivos são compatíveis com a direção estratégica e contexto da organização”.

É dominando os conceitos de forma adequada que os gestores geram ações mais alinhadas que resultam na sustentabilidade do negócio em médio e longo prazo.

Você pode acompanhar mais informações sobre o comportamento dos líderes em tempos de crise no webinar, que ocorreu em 01 de abril. Participaram Ivan Gonçalves, Auditor Sênior e especialista em sistemas de Gestão da Qualidade junto com Sergio Custódio, Gerente Geral da ABS Quality Evaluation.

Conclusão

Uma boa consequência deste período que estamos vivenciando é que as organizações terão um preparo ainda maior para as próximas grandes crises que virão. E nessa grande mudança, a tecnologia poderá ser o alicerce para uma gestão mais integrada e assertiva. Aqueles que se adaptam melhor às mudanças com certeza estarão mais flexíveis e fortes para cenários atípicos.

As normas de gestão como a ISO 9001:2015 serão bons guias para as organizações que buscam direcionar ações de forma sustentável e estratégica. Nesse sentido automatizar ações de qualidade com base em processos e operações de elevado nível de resultados só tende a consolidar a atuação da empresa no mercado.

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