Nova ISO Survey chega com polêmicas

Anualmente a ISO publica uma pesquisa sobre a quantidade de certificações emitidas em todo o mundo, chamada ISO Survey.

Segundo ela, foram 878.620 certificados ISO 9001 emitidos em 2018, contra 1.058.504 em 2017. O resultado representa uma queda de 20% em relação ao ano anterior, que já representava outra queda de 5% em relação a 2016.

Conforme mostramos nos anos anteriores, esta pesquisa costuma ser divulgada em meados de setembro, mas referente ao ano anterior. Em outras palavras, em plena discussão de big data e indústria 4.0, a ISO leva 9 meses para publicar sua pesquisa anual e ainda apresenta o resultado junto com uma relação de possíveis defeitos da metodologia aplicada, citando que algumas certificadoras não entregaram seus resultados, que outras usaram métodos diferentes de cálculo, e assim por diante.

Neste ano, a ISO também não trouxe um comparativo direto com os anos anteriores e anunciou uma mudança na metodologia de coleta de dados, sobre “sítios” ou “locais” (original: site) certificados além do tradicional levantamento por certificados emitidos.

A comparação com os anos anteriores acabou tendo que ser feita “na mão” e o resultado espantou muita gente. Trata-se da maior queda percentual da história em certificados emitidos, como mostra o gráfico da Oxebridge:

Apesar do resultado, o relatório da ISO afirma que a diferença se deve aos “erros” da metodologia e não a uma possível queda real de buscas por certificação. Essa afirmação tem dividido alguns profissionais da área.

 

Opinião de especialistas

Na opinião de Ivan Gonçalves, consultor e auditor, a redução no número de certificados emitidos (ISO 9001) pode decorrer do desinteresse dos empresários em função do pequeno retorno financeiro que esta dá aos mesmos, ou da dificuldade em mensurar o que a ISO 9001 traz (ou trouxe) de resultado econômico para o negócio. Ivan também lembra que a linguagem do empresário é dinheiro (e de preferência no curto prazo). “Aliado a tudo isto, a corrupção moral/ética de parte das personas envolvidas nessa “cadeia de qualidade”, mina a credibilidade da ISO 9001 a ponto de tornar a certificação dos sistemas de gestão da qualidade desnecessários ou pouco atraentes.”

Ivan discorrerá sobre o tema “Corrupção em Sistemas de Gestão da Qualidade” no maior evento de gestão da qualidade do Brasil que acontece em Belo Horizonte, o FestQuali.

 

Como acessar os resultados

Faremos uma versão mais analítica da pesquisa, que será disponibilizada para quem tiver interesse e solicitar aqui: https://conteudo.qualyteam.com.br/pesquisa-iso-survey-2018

 

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5 comentários sobre “Nova ISO Survey chega com polêmicas

  1. En el caso México, me inclino a pensar que esto es atribuble al cambio de gobierno y la situación económica por la que atraviesa el pais, lo cual ha motivado una falta de inversion para la renovación de los certificados.
    En algunos otros casos la causa podria estar asociada a la falta de interés de las empresas por la renovación, al no encontrar beneficios tangibles que pudieran verse identificados con la productividad de las empresas. Es un año difícil que implica un alto compromiso de la dirección para justificar la existencia de Sistema..

    • Hola Felix, hola Victoria, siempre hay una curva de turbulencia y estabilidad en los cambios de gobierno, es normal, pero en el caso de México no ha implicado una mala situación económica, al contrario, cada vez hay empresas con mayor interés por la certificación y con mayor preocupación por la gestión ambiental y de seguridad y salud ocupacional como parte integral.

      Aunado a esto se incorporan con mayor velocidad empresas del sector alimenticio FSSC 22000 en sus diferentes niveles, desde la siembra, cosecha, preparación, almacenamiento y distribución, con la utilización de las buenas prácticas agrícolas, pecuarias y de manufactura.

      También es bueno saber que en el sector educativo se promueve la certificación y los sistemas de gestión están formando parte de las matriculas educativas.

      La reducción de la certificación también se debe en gran medida al cambio de versión de la norma, algunas optaron por no renovar, otras por esperar, pero esto se irá revirtiendo en un corto plazo generado por la competencia fuerte que existe con los países asiáticos del este y pacífico, junto con Europa que son punta de lanza en este sentido.

      Esta nueva versión de la norma, que contempla el contexto de la organización, debe tener más auge y mejores resultados en un mediano plazo por el alcance desde la planificación estratégica, siempre que los consultores y los organismos de certificación hagan un mayor énfasis en ello.

      Saludos.

    • Coincido en gran parte con Félix, indudablemente los estándares internacionales pueden y deben apoyar a las empresas a ser más competitivas en el mercado, sin embargo hay vicios en la consultoría, en las certificadoras y en los softwares que hacen ver esta normativa como burocracia, eso, y la falta de sensibilización en las empresas para ver los beneficios hacen que se vuelva complejo. Todos los actores que mencioné anteriormente, tienen sin duda que mostrar ética en el ejercicio de la profesión, no dejando de lado las situaciones económicas de los países en América latina.

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