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Não, não vou falar sobre futebol. Vou falar sobre resultado, aliás, resultado como consequência de planejamento.

Tenho visto através de meu trabalho como auditor e consultor, empresas sendo conduzidas por líderes mal informados e pouco preparados para decisões que podem levar à ruína o próprio negócio. Esse fato decorre da falta de metodologia ou planejamento. Aliás, essas empresas não possuem planejamento estratégico, metodologia baseada em informações de mercado, dentre outras, que oferece um caminho menos arriscado até o atingimento de seus objetivos.

O planejamento estratégico é uma entre tantas metodologias que podem ser usadas para o direcionamento de um negócio. Embora esses mecanismos possam ser usados para o bem da empresa, vejo a angústia de gestores, marcada por comportamentos intempestivos carregados de raiva e frustração devido a incompetência “da equipe” em não alcançar os resultados. Mas, quando questiono ao próprio gestor quais os objetivos e metas da empresa, via de regra ouço respostas evasivas e pouco objetivas. Aliás, você já parou para pensar no conceito de “objetivos e metas”? Objetivo é o que desejo. Meta é o quanto desejo e até quando pretendo alcançar esse desejo.

Objetivo: Aumentar a lucratividade da empresa.
Meta: 14% até dezembro de 2019.

Objetivo: Economizar dinheiro.
Meta: R$ 50.000,00 até dezembro de 2020.

Note que o Objetivo não tem nenhum valor numérico e temporal associado. Ele reflete apenas o desejo. A Meta, por sua vez, torna esse Objetivo palpável. A Meta é composta por um valor numérico (ou percentual) e por um prazo associado.

Sabendo disto, desafio você à perguntar para seu chefe, gerente, diretor ou até mesmo para o Presidente de sua empresa quais os objetivos e metas da organização para o ano que vem. Você ouvirá as mesmas respostas evasivas que costumo ouvir: “ainda não estão definidas”, “discutiremos esse assunto na reunião da diretoria no segundo semestre”, etc. Pergunte então onde estão definidas ou são comunicados os Objetivos e Metas para 2018. Se ele não tiver uma resposta objetiva, fará parte daqueles que também não sabem por quê trabalham. Como diz o adágio popular: “se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.”

Assim, enquanto nosso técnico usava a mesma camisa em todos os jogos (porque dava sorte), enquanto nossos atletas corriam desordenadamente atrás de um placar (resultado) adverso, a equipe adversária executava com objetividade seu planejamento. Planejamento que começou muito tempo antes e incluía a construção de um centro de treinamento em nosso país, a confecção de um uniforme com as cores vermelho e preto (para fazer apologia subliminar à um time do Rio de Janeiro e estimular nossa simpatia por eles), visitas em comunidades ribeirinhas, etc. Resultado? Vitória sobre a nossa seleção e a simpatia do povo brasileiro que, mesmo ferido em seu orgulho, admitiu que eles foram melhores. Quanto ao placar estendido? Não, ninguém esperava esse massacre mas, para quem trabalha com planejamento, o resultado foi apenas uma consequência natural de sua execução. Nos negócios, sorte e azar não existem. Existe planejamento e trabalho!

Sucesso,

Ivan Gonçalves.

 


Escrito por: Ivan Gonçalves
Consultor e auditor da Qualidade
Especialista em Gestão Industrial pela FAE/CDE e em Engenharia da Produção pela PUC/PR. Auditor Líder para Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001). Auditor do ABS Quality Evaluations desde 2006. Desenvolve estudos para disseminar a qualidade nas empresas.

 

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