O CD morreu

(por Felipe Setlik)
Sabe o Photoshop? Agora é “a” Photoshop, pois a empresa passou a chama-la de ferramenta. Mas essa não é a grande mudança…
No dia 6 de maio, foi apresentada a nova versão dela e toda a linha de softwares da Adobe. Quem usa Photoshop gosta de lembrar das diferentes versões que eram lançadas em CD periodicamente (versão 5, versão 6…). Pois é, isto acabou.
O novo modelo de negócio da empresa é o software como serviço (conhecido pela sigla SaaS, em inglês), no qual os clientes pagam uma mensalidade e sempre terão acesso à versão mais nova da ferramenta. Isso só é possível agora que a Internet atingiu um nível de maturidade que dispensou os CDs de instalação e servidores internos.

Não se trata exatamente de um pioneirismo. Os populares Word, Excel e PowerPoint já são vendidos pela Microsoft dessa forma, com pagamentos mensais, total integração com a Internet e versões sempre atualizadas. A própria Qualyteam já nasceu neste formato.
O CD está morrendo aos poucos, como já previa Steve Jobs quando lançou um notebook sem entrada para CD em 2008, o MacBook Air. Agora a ferramenta Photoshop é baixada pela Internet e arquivos criados nela também podem ser salvos na web e editados em equipe, em diferentes computadores, tablets e smartphones que estiverem online.
Uma pesquisa da Accenture mostrou que a maioria dos gestores de TI está investindo de 30 a 40% do orçamento em mobilidade nesse ano. A Internet deixou de ser um aglomerado de sites, um antro de hackers, fonte de notícias e besteirol. Os softwares estão migrando para a web. A Internet agora é uma ferramenta de comunicação, trabalho e portabilidade, e o CD já pode ser descartado.
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Felipe Setlik – Especialista em Design Estratégico pela UFSC e designer na Qualyteam.

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