COMUNICAÇÃO NAS EMPRESAS: O poder da comunicação eficaz

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Este é o último post desta série: “Comunicação nas Empresas” e conto com algumas dicas infalíveis para tornar a comunicação poderosa e eficaz. Mônica Larissa Pereira é formanda em Publicidade e Propaganda e propõe o “Modelo dos quatro elementos” como ferramenta importante de comunicação nas empresas.

Por Mônica Larissa Pereira

O mercado exige cada vez mais peculiaridades e capacitações do ser humano, sendo a forma como nos comunicamos a ferramenta mais importante no processo de expansão das organizações em todo o mundo. Comunicar é algo simples, é pôr em comum. A dificuldade desse processo é ter eficácia da comunicação.
O que você espera como resultado quando você faz a sua própria comunicação? Você quer que as pessoas ignorem a sua informação, leiam e sigam em frente, leiam e retornem com um feedback positivo, elogiem sua atuação e você, que repliquem sua informação e que seu projeto e você fiquem famosos? Ou você quer que as pessoas mudem de idéia e de comportamento. Que elas sigam e reajam em relação àquilo que você está comunicando?

A clareza e a certeza de que se foi entendido, representam um dos pilares de um projeto bem sucedido

Comunicação eficaz é aquela que transforma e que muda a atitude das pessoas. Se a comunicação apenas muda as idéias das pessoas, mas não muda suas atitudes, então a comunicação não atingiu seu resultado. Ela não foi eficaz.
A clareza e a certeza de que se foi entendido, representam um dos pilares de um projeto bem sucedido e essa sempre foi uma das principais preocupações de todas as empresas. Varias são as vezes que apenas informamos e não formamos a idéia do que queremos que a outra parte faça.
Existem algumas ferramentas e regras que ajudam na conscientização sobre o próprio nível de comunicação. Vou apresentar o “Modelo de Quatro Elementos”, comprovado e aplicado por Philip Walser, sócio de empresa BrasilEuro Business Solutions.
Os quatro elementos são: “Framing” – “Advocating” – “Inquiring” –“Illustrating”:

  • Framing: é definir o tema a ser abordado durante uma conversa logo no começo. Pode ser necessário redefinir o tema durante o andamento (“Re-framing”), mas deve-se evitar que a conversa vá para lugares distantes que não têm nada a ver com o assunto.
  • Advocating: é explicar o seu próprio ponto de vista de forma clara e objetiva, não deixando de lado os porquês deste ponto de vista, ou seja, não engolir sapos, mas mencionar os valores que são à base deste seu ponto de vista.
  • Inquiring: até mais importante do que esclarecer o seu, é importante entender o ponto de vista do outro. Isto se faz através de perguntas benevolentes que não tem o objetivo de interrogar.
  • Illustrating: é resumir os diversos pontos de vista, procurar pontos em comum, colocar assuntos polêmicos na mesa, visando uma solução sendo flexível e contando com a flexibilidade do outro, diminuir complexidade para focar o que realmente está no centro da conversa.

Observar, ouvir e dar importância para o outro é determinante para a eficácia da comunicação.

De qualquer forma, a comunicação começa pelos sentidos (visão, audição, tato, olfação e gustação). Uma maneira prática de identificar a forma como uma pessoa está pensando é prestar atenção às palavras que ela utiliza, pois nossa linguagem está repleta de sinais, gestos, posturas e palavras baseados nos sentidos. Observar, ouvir e dar importância para o outro é determinante para a eficácia da comunicação.
É preciso abandonar a ilusão de que há solução fácil ou improvisada na construção de métricas que avaliem nosso trabalho. Não se deve supor que a outra parte entendeu, ou julgar que já deveria entender a mensagem. O que deve ser feito para que a comunicação seja adequada, é investigar se a outra parte compreendeu a mensagem.
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